Jornadas 3, 4 e 5 Abril BCC BCN
Apesar da sua usurpação pelos marketeers o fenómeno de inovação não está reservado aos produtos e processos inseridos numa economia de mercado, nem sempre tem por objectivo gerar lucro. E por sua vez a inovação chamada social não se limita a desenhar soluções para os problemas sociais politicamente correctos como as desigualdades, o desemprego, a exclusão ou o envelhecimento da população. Infiltra-se em áreas mais incómodas e pouco liberadas como a propriedade intelectual, a produção alimentar, a publicidade, a educação, a saúde e mesmo a ciência e os modelos de mercado.
Numa altura em que os alimentos frescos se tornam proibitivamente caros, que não sabemos o que flutua no ar ou brota na nossa comida, que os recursos naturais estão irremediavelmente debilitados e o consumo é confundido com cidadania, a reinvenção das nossas maneiras de comunicar, aprender, produzir, trabalhar e viver torna-se uma questão de sobrevivência. Esta reinvenção, este uso desregulamentado da nossa capacidade criativa, está a nascer, como qualquer revolução, nos grupos não alinhados dentro da nossa sociedade: ONG’s, universidades públicas, associações e movimentos cívicos e profissionais sem patrão.
Mas mais interessante ainda é que crescentemente podemos observar inovação social em iniciativas eminentemente grassroots, sem intelectualismos, em associações de moradores, grupos de minorias com problemas partilhados e acções espontâneas de defesa do bem comum. (Já referi aqui um exemplo de um modelo socio-económico inteligente Telemadre). (..)
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